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Redação Moviesfera
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The Cat in the Hat sozinho não vai consertar a bilheteria da Warner

A Warner aposta em um querido felino do Dr. Seuss para salvar um 2026 difícil. A animação é um porto seguro, mas não responde que tipo de estúdio a Warner Bros. quer ser.

Publicado
29 de outubro de 2026
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Foto: Coolcaesar / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Quando o plano de resgate de um estúdio é um gato de seis pés (cerca de 1,8 metro) com chapéu listrado, é justo perguntar como o ano ficou tão ruim. A Warner Bros. espera que The Cat in the Hat, seu primeiro longa animado de Dr. Seuss, estabilize um 2026 que tem sido difícil nas bilheterias. Achamos que o gato provavelmente vai cumprir seu papel. Também achamos que é um erro pendurar o ano inteiro de um estúdio nele.

O que está realmente em jogo

O filme chega aos cinemas em 6 de novembro, pela Warner Bros. Pictures Animation, com direção de Erica Rivinoja e Alessandro Carloni e Bill Hader dublando o Gato. Como observa o The Hollywood Reporter, é o primeiro longa-metragem animado estrelado pelo personagem e o início de um acordo de três filmes com a Dr. Seuss Enterprises.

O contexto é menos animador. Segundo o SlashFilm, depois de um 2025 forte, o 2026 da Warner tem sido "um desfile de fracassos e decepções", com apenas "Wuthering Heights" e "Evil Dead Rise" como exceções. O site inclui entre os tropeços "The Bride!", "Supergirl", "The End of Oak Street" e "Digger". Para o fim de semana de estreia, o SlashFilm cita uma projeção de US$ 25 a 35 milhões, da Box Office Theory. Outros analistas são mais otimistas: a faixa de longo prazo da Box Office Pro vai de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões. Essa diferença já mostra o quanto o cenário é incerto.

A animação é a aposta mais segura, e esse é exatamente o problema

A lógica da aposta é fácil de aceitar. O SlashFilm aponta que não há outro lançamento de animação familiar até "Hexed", da Disney, no feriado de Ação de Graças, então o Gato tem semanas de pista livre. As comparações que o site oferece são "GOAT" (US$ 27 milhões de estreia, US$ 195 milhões no mundo) na ponta baixa e "The Wild Robot" (US$ 35 milhões de estreia, US$ 334 milhões no mundo) na ponta alta. Qualquer um dos dois seria um resultado perfeitamente respeitável, desde que o orçamento fique entre US$ 70 e 90 milhões, o que o SlashFilm considera provável, mas não confirma.

Repare, porém, no que "sucesso" significa aqui. Um bom filme familiar com fôlego resolve algumas semanas do calendário, mas não é uma estratégia. Os fracassos da Warner neste ano estão espalhados por uma lista inteira de títulos. Um gato falante não explica nenhum deles, e um sucesso não os reverteria.

Há também um eco incômodo. A versão live-action de 2003 de The Cat in the Hat foi um fracasso, com US$ 134 milhões no mundo contra um orçamento de US$ 109 milhões, e levou à proibição de filmes de Seuss em live-action, segundo o SlashFilm. Esta nova versão, observa o site, foi feita com mais economia, e mais barato é mais inteligente, na nossa visão. Mas continua sendo o mesmo instinto básico: explorar uma marca conhecida e torcer para que ela aguente o peso.

A questão de identidade que um gato não responde

No que as pessoas pensam quando ouvem "Warner Bros." em 2026? Segundo o SlashFilm, 2025 deu ao estúdio uma sequência incrível, de "Sinners" a "Superman". Neste ano, na nossa leitura, o quadro está mais nebuloso. O único ponto positivo que o SlashFilm reconhece para a DC é "Clayface", que estreou em primeiro lugar com US$ 24 milhões. É um número modesto, usado para ajudar a firmar o Universo DC de James Gunn, e mostra o quanto a régua baixou.

Para ser justo, os criadores falam do filme com carinho genuíno. Rivinoja diz que a Dr. Seuss Enterprises e a Warner Bros. deixaram a equipe ser irreverente, e o ângulo de história de origem parece uma forma inteligente de expandir um livro de 60 páginas. Esse é o melhor argumento a favor do filme: um longa animado feito com capricho, que se sustenta sozinho. Se funcionar, é um bom motivo para manter a Warner Bros. Pictures Animation financiada e ambiciosa.

Mas um estúdio precisa de mais do que um porto seguro. Precisa de um motivo para o público ir ao cinema que não seja "é um nome conhecido". A Lionsgate, se a projeção de mais de US$ 60 milhões do Deadline para "The Hunger Games: Sunrise on the Reaping" se confirmar, está prestes a mostrar como um filme-evento pode dominar um fim de semana de feriado. A Warner não tem um equivalente óbvio agora.

Nosso veredito

Vá ver o Gato se você tem filhos e um fim de semana livre, e torça por ele. Uma estreia de mais de US$ 35 milhões seria uma boa manchete e um recomeço útil. Só não confunda isso com a virada. Se a Warner terminar o ano apontando para um gato de Seuss como prova de que tudo foi resolvido, achamos que ela terá confirmado o problema em vez de resolvê-lo. O teste de verdade vem depois do confete: o que o estúdio aprova e se consegue de novo fazer o público se importar com um filme da Warner sem um chapéu famoso pendurado.

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